quinta-feira, janeiro 17, 2013

Pela Vida

Para o principal activista pró-vida da Hungria a luta contra o aborto assume contornos muito pessoais. Imre Téglásy tinha 11 anos quando descobriu que a sua mãe o tinha tentado abortar, influenciada pelas condições terríveis em que viviam depois da ocupação soviética no fim da Segunda Guerra Mundial. Foi a intervenção do seu pai que o salvou, explica Imre, numa entrevista concedida à organização Human Life International. “Quando ouvi essa conversa fiquei com uma tristeza profunda, mas percebi porque é que a minha relação com a mãe era tão difícil”, diz. A relação difícil com a sua mãe durou muitos anos, mas os dois reconciliaram-se definitivamente no ano 2000, pouco antes de ela morrer. Com um doutoramento em estudos literários, Imre Téglásy poderia ter-se dedicado a uma carreira académica, mas em vez disso chefia um movimento pró-vida na Hungria, incluindo uma linha gratuita para mulheres com gravidezes precárias que queiram salvar os seus filhos, mas é com a sua
história pessoal que o activista conquista mais corações em palestras por todo o país. Téglásy não vê o seu trabalho nem como uma escolha pessoal nem como uma questão exclusiva à Hungria: “Não se trata de uma decisão. Fui enviado por Deus para fazer este trabalho. Mais tarde percebi que este não é um problema pessoal. É um problema da nação, é um problema da Europa, um problema de todo o mundo”.

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domingo, junho 13, 2010

Avortement : et si les Afro-américains étaient plus lucides que les Européens ?

Le 3 mars dernier, le Comité protestant évangélique pour la dignité humaine rendait public un rapport sur « L’avortement en Europe en 2010 » présenté au Parlement Européen par l’Institut de politique familiale. Les lecteurs de ce dossier y découvraient des chiffres de nature à glacer d’effroi.
Ainsi, 20.635.919 enfants ont été tués dans le ventre de leur mère au cours des quinze dernières années dans l’Union européenne des vingt-sept. Cela équivaut à la somme des populations roumaines et hollandaises, ou à la somme des populations des neuf pays suivants : Danemark, Irlande, Slovénie, Estonie, Lituanie, Lettonie, Malte, Luxembourg et Chypre. En 2008, dernière année pour laquelle on dispose de la totalité des statistiques, plus d’un million deux cent mille avortements (1.207.646) ont été enregistrés dans l’Union européenne et ce chiffre monte à près de deux millions neuf cent mille (2.863.649) si on prend en compte les pays d’Europe non membres de l’UE.
Si les mouvements pro-vie se désolent de ces chiffres, ils axent cependant la totalité de leurs campagnes médiatiques sur des thèmes liés aux choix philosophiques ou religieux de leurs animateurs. Peu nombreux, et peu écoutés, sont ceux qui, en Europe, osent déclarer que l’avortement n’est pas que le meurtre d’un enfant à naître mais qu’il est aussi un ethnocide, une forme d’épuration ethnique du peuple européen. Il est vrai que pour tenir de tels propos, il faudrait avoir le courage de braver le politiquement correct, un courage que n’ont que très rarement les amis BCBG de Christine Boutin.
Aux États-Unis, des hommes politiques connus et reconnus, n’ont pas de telles pudeurs et certains vont jusqu’à parler de « génocide de leur race ». Le fait que ces élus soient, très majoritairement, des Afro-américains leur permet sans doute de bénéficier d’un préjugé favorable et de ne pas être dénoncés comme d’ignobles racistes. Pourtant, leurs déclarations sont tout sauf modérées. Très récemment Trent Franks, représentant républicain de l’Arizona au Congrès, n’a pas hésité à dénoncer devant les médias le nombre très élevé d’avortements au sein de la communauté noire des USA en déclarant que « la situation des Afro-Américains est pire aujourd’hui qu’elle ne l’était au temps de l’esclavage (…) car la moitié des enfants noirs sont avortés. Les politiques favorables à l’avortement d’aujourd’hui dévastent une partie beaucoup plus importante de la communauté afro-américaine que ne l’ont fait les politiques liées à l’esclavage ». En Géorgie, c’est Catherine Davis, dirigeante de l’organisation pro-life Georgia Right to Life, qui lui a fait écho en mettant en avant le fait que dans cet État « sur les 35 000 femmes qui se sont fait avorter en 2008, 21 000 étaient noires ». Pour faire bonne mesure elle a ajouté : « Mon peuple se meurt, et personne ne s’en soucie » et financé une campagne d’affichage mural où sur des panneaux géant figurait le visage d’un enfant noir accompagnée de la phrase « Les enfants noirs sont une espèce menacée ».
Et ce n’est pas tout, en 2009, un documentaire intitulé « Le génocide noir dans l’Amérique du 21e siècle » (Black Genocide in 21st Century America) a fait un tabac sur les chaînes télévisées afro-américaines. Dénonçant dans la légalisation de l’avortement une manœuvre « pour détruire l’Amérique noire », ce film donne notamment la parole à Alveda King, la nièce du pasteur Martin Luther King. Elle qui a subi deux IVG, y dénonce « le racisme de l’avortement » et la propagande des associations favorables à l’IVG toutes « de gauche » et progressistes en déclarant : « Elles ne servent ni les pauvres, ni les Noirs, en prenant leur argent pour liquider leurs enfants ».
L’Europe, soumise à la même pression du lobby pro-avortement que la communauté noire américaine, est entrée dans un hiver démographique sans précédent. De nombreux pays, dont la France, n’assurent déjà plus le remplacement des générations et si leur population continue de croître ce n’est que du fait de l’immigration et de la natalité d’origine étrangère qui ne les renforce pas mais désagrège leur identité de l’intérieur. Or, et ceci joue pour la France comme pour l’Europe, on sait que la puissance géopolitique repose sur la puissance démographique . Quels que soient les atouts dont dispose un peuple, rien ne peut, au final, totalement compenser le nombre. L’histoire est formelle sur ce point : il n’est pas de nation en déclin démographique prolongé qui soit restée longtemps un acteur majeur de la scène historique.
Submergés par l’immigration des pays du Tiers monde, regardant leurs berceaux vides, les Européens feraient bien, avant qu’il ne soit trop tard, de s’inspirer de l’exemple des Afro-Américains et de dénoncer le « génocide de leur race » et d’agir enfin, de manière politique, pour que les enfants européens ne soient plus une espèce menacée.

(article de Lionel Placet)

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terça-feira, janeiro 19, 2010

Rússia: Número de abortos aproxima-se do de nascimentos


O número de abortos na Rússia aproxima-se do de nascimentos, segundo dados revelados hoje pela ministra russa de Desenvolvimento Social, Tatiana Golikova.
Na Rússia já se atingiram os objectivos de abortistas e esquerda moderna. Esses falsos moralistas não vão desistir de tentar implementar os mesmos objectivos um pouco por todo o mundo.
É tempo de começar a lutar contra todos estes retrocessos da humanidade que o sistema e a sua guarda avançada nos tentam impingir.

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terça-feira, novembro 24, 2009

A esquerda moderna


Os apoios à maternidade (como a prestação do abono pré-natal) atribuídos aos agregados familiares mais carenciados não terão aumentos em 2010.
De um governo abortistas não poderíamos esperar outra medida. Entretanto e financiadas por todos nós, com direito a licença em casa as abortadeiras profissionais continuam a gozar de todos os privilégios e borlas.
Este sistema, refém de bandeiras da esquerda moderna, da burguesia decadente e promíscua que a forma, não para de atentar contra a natalidade, contra a família, contra a tradição o orgulho pátrio e a identidade.
Fechar maternidades para abrir clínicas de aborto, casamento dos homossexuais, vender Portugal ao estrangeiro, conspurcar e desvirtuar a nossa história, multiculturalismo é que estão na moda, estão na ordem do dia da esquerda moderna, que afinal faz o trabalho sujo da Nova Ordem Mundial que hipocritamente diz combater.

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quarta-feira, outubro 21, 2009

Um blogue colectivo em defesa da vida


Faz hoje três anos que iniciamos a caminhada em defesa da vida.
Guiávamos a força imensa da razão e a esperança de puder impedir o atentado à vida humana, que era a legalização do aborto a pedido.
Foram muitos os que nos acompanharam no duro combate, de que acabamos vencidos mas não convencidos e sempre com a certeza que um dia, a causa de vida sairia vencedora.
Como já o fiz no ano passado, volta a apelar a todos os que por aqui vão escrevendo a aos que parecem ter baixado os braços, aceitando a inevitabilidade, para que não desistam. O blogue precisa de todos para que continue a ser uma espinha cravada na garganta dos abortistas.

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quinta-feira, setembro 10, 2009

Assessor de Obama quer aborto forçado e tirania planetária para limitar a população


O presidente Obama nomeou para Director do Gabinete de Política para Ciência e Tecnologia a John Holdren um dos mais radicais pregadores do controle forçado da natalidade.

Holdren também é defensor esterilização massiva de populações inteiras introduzindo agentes esterilizantes na rede de água potável. Também é um grande arauto do que chamou de “Regime planetário” que aplicaria esse programa. A matéria foi revelada pela agência LifeSiteNews e encontra-se disponível na Internet.

Holdren formulou esse programa para os USA no livro “Ecoscience: Population, Resources, Environment”, do qual é co-autor.

“Tem sido demonstrado - escreveu - que leis compulsórias de controle da população, incluindo até leis impondo o aborto compulsório, podem-se sustentar sob a actual Constituição se a crise da população se tornar suficientemente severa para pôr em perigo a sociedade” (p. 837).

Holdren pretende que “nem a Declaração de Independência nem a Constituição americana mencionam um direito a se reproduzir” e que por causa disso o governo pode obrigar as mulheres a terem crianças ou forçá-las a abortar.

Holdren ataca as famílias numerosas com o infamante e falso argumento de que “contribuem para uma geral deterioração social super-produzindo crianças”.

Nas páginas 786-7 propõe uma “cápsula esterilizante com efeitos de longo prazo que poderia ser implantada sob a pele” das mulheres na puberdade e que “poderia ser removível, com autorização oficial, para um limitado número de filhos.”

Holdren propõe nas páginas 942-3 uma autoridade política internacional que ele chama de “regime planetário”, para garantir o controle da população, dos recursos e do meio ambiente. Esse tirânico poder controlaria e distribuiria os recursos naturais e decidiria qual seria a “população óptima do mundo”.

Para Holdren esse novo despotismo deveria ter poder efectivo para impor suas decisões. Para isso deveria dispor de uma “organização internacional armada, uma das força de polícia interplanetária” (p. 917).

Este monstro assassino é que devia ser o protagonista do anúncio sobre a SIDA, mas como faz parte do governo dos USA o mundo assobia para o lado.

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Um negócio em expansão: abortos dispararam nos primeiros dias deste mês

Clínica dos Arcos fez nos primeiros quatro dias de Setembro 144 interrupções. Uma média de 36 por dia, muito superior ao resto do ano. Férias e crise levam mulheres a adiar intervenção.
Nos primeiros quatro dias deste mês, foram realizados 144 abortos na Clínica dos Arcos, em Lisboa, quase o dobro da média diária do resto do ano. Nos últimos oito meses fizeram-se naquela clínica uma média de 23 interrupções voluntárias da gravidez (IVG) por dia, enquanto Setembro está já a registar 36.
Para a directora clínica, Yolanda Hernández, a explicação está no período de férias, conjugado com a difícil situação económica dos portugueses. "Com a crise não há dinheiro para tudo. As mulheres optam por ir de férias primeiro", conclui, acrescentando: "Estamos a notar nestes últimos dias um acréscimo acentuado no número de mulheres que nos procuram. E acreditamos que a tendência se mantenha durante o resto do mês."
Duarte Vilar, director da Associação para o Planeamento da Família, também considera que as mulheres tendem a adiar este processo", em épocas difíceis.
A junção de um ano de crise com as férias levou, aliás, a que, pela primeira vez, o número de abortos em Agosto tenha diminuído dois por cento em relação ao ano passado.
De resto, em todos os outros meses de 2009 verificou-se um aumento de IVG. Situação que garante Duarte Vilar está também associada à crise económica. "A possibilidade de mais um filho é uma questão muito delicada, principalmente em épocas com mais desempregados e em famílias com baixo rendimento familiar."

Mais 678 abortos!

A Clínica dos Arcos registou 4183 abortos até final de Agosto, mais 678 do que nos primeiros oito meses de 2008, o que representa um crescimento na ordem dos 16%.
Também no Hospital Amadora--Sintra se tem verificado um aumento significativo de mulheres na consulta de ginecologia para realizarem aborto: 1200 desde Janeiro, numa média de 150 por mês - todas elas encaminhadas para a Clínica dos Arcos, uma vez que 82% dos médicos deste hospital são objectores de consciência. Estes números reflectem um aumento de 20% em relação ao mesmo período do ano passado.
O aumento de abortos é também visível pelo número de mulheres encaminhadas dos hospitais públicos para a Clínica dos Arcos (a única privada com protocolo com o estado), passou de 2398 nos primeiros oito meses de 2008, para 3118 no mesmo período deste ano (mais 720 mulheres). O envio para os Arcos obriga as unidades de saúde públicas a gastar mais. É que um aborto químico na clínica custa 400 euros, enquanto os hospitais públicos recebem 341 euros do Estado para realizarem um aborto pelo mesmo método - menos 59 euros. Se a intervenção for cirúrgica custa na clínica privada 475 euros. Já o Estado paga 444 euros (menos 31 euros). "É evidente que ficamos a perder em enviar as mulheres para o privado", refere fonte do Hospital Amadora-Sintra.
(FONTE)

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terça-feira, setembro 01, 2009

A verdade sobre o aborto


O aborto traz grandes males, físicos e psíquicos, para a mulher que aborta. Permitam-me uma comparação um pouco chocante, mas ilustrativa. Dados os males provocados pelo fumo, em alguns lugares proíbe-se fumar. Há quem concorde e quem discorde, quem obedeça ou desobedeça. O pulmão do fumador, entretanto, não distingue entre o cigarro legal e o ilegal.

No caso do aborto, a legalização evita algumas complicações decorrentes das condições da prática clandestina. Entretanto, os principais efeitos nocivos do aborto continuariam a ocorrer, como se pode demonstrar com os dados obtidos em países nos quais a prática não é considerada crime na legislação vigente. Nesse caso não se trata de suposições e extrapolações, mas de estudos científicos publicados em revistas médicas.

Nos Estados Unidos, mulheres que se submeteram ao aborto provocado apresentam, em relação às que nunca fizeram um aborto: 250% mais necessidade de hospitalização psiquiátrica; 138% a mais de quadros depressivos; 60% a mais quadros de stress pós-traumatico; sete vezes mais tendências suicidas; 30 a 50% mais quadros de disfunção sexual.

Além disso, entre as mulheres que fizeram um aborto, 25% exigem acompanhamento psiquiátrico em longo prazo. Em Dezembro do ano passado o British Journal of Psichiatry publicou pesquisas realizadas na Nova Zelândia, que mostraram existir 30% mais problemas mentais em mulheres que fizeram aborto induzido. O coordenador do trabalho, dr. David Fergusson, admite que era favorável ao aborto por livre escolha, mas que estava repensando a sua posição em função dos resultados obtidos.

Outro dado preocupante é que a legalização acaba por aumentar significativamente o número de abortos. A Espanha traz-nos um exemplo expressivo. Em 2008, o editorial do jornal El País comentou que há na Espanha “demasiados abortos”. Entre 1997 e 2007, o número de abortos mais que duplicou. Entre 2006 e 2007, houve um aumento de 10%. Além disso, uma em cada três mulheres que abortaram em 2007 já tinha abortado anteriormente, uma ou mais vezes. Isto demonstra a banalização da prática. El País comenta que o aborto é “percebido por muitos jovens como um método anticoncepcional de emergência, quando é uma intervenção agressiva que pode deixar sequelas físicas e psicológicas”.

Sobre as sequelas psicológicas, já comentei acima. Sobre as físicas, há estudos que mostram maior risco de doenças circulatórias, doenças cérebro-vasculares, complicações hepáticas e cancro de mama. A gravidez posterior também fica comprometida, com maior incidência de placenta prévia, parto prematuro, aborto espontâneo e esterilidade permanente.

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segunda-feira, agosto 03, 2009

Aborto legal... e a pagar?

Dois anos depois da entrada em vigor da lei que despenaliza o aborto, surgem notícias pouco abonatórias para quem defendeu a referida despenalização e, sobretudo, para quem elaborou a lei que regula a mesma.

1. Afirmou-se, na altura, que, entre outros objectivos, se pretendia acabar com o aborto clandestino e diminuir drasticamente o número total de abortos. Quanto ao aborto clandestino, nunca mais se falou dele. Deverá ter diminuído bastante, tendo em conta o número de abortos legais realizados – mas se acabou ou não, ninguém parece importar-se. Quanto ao número total de abortos, temos assistido a um aumento continuado – tendência a confirmar nos próximos anos, mas nada descabida, face ao histórico de outros países.



2. Jurou-se a pés juntos que o aborto nunca seria um método contraceptivo – pelo contrário, tudo seria feito para torná-lo extraordinário. Ora, segundo notícia do Público on-line (15.07.2009), desde o início do presente ano, “mais de vinte mulheres recorreram ao Hospital de Santa Maria para fazer um segundo aborto”; segundo a mesma notícia, duas em cada três mulheres que recorrem ao mesmo hospital para abortar não aparecem na consulta de planeamento familiar prevista na lei de legalização do aborto; e segundo a Direcção Geral de Saúde, 433 mulheres que recorreram ao aborto legal já tinham quatro abortos no seu historial médico.

3. A legalização e liberalização do aborto conduz inevitavelmente à sua banalização. A tal ponto que se pode afirmar: «Num ano, quase 18 mil mulheres puderam interromper uma gravidez não desejada sem terem de se submeter à indignidade do aborto ilegal” (Duarte Vilar, da Associação de Planeamento Familiar) – sem sequer ser necessário tomar fôlego para, durante um momento, considerar os pelo menos dezoito mil seres humanos submetidos à indignidade do aborto e às suas consequências mortais. Daqui até fazer do aborto um método de contracepção de último recurso não vai passo nenhum – já lá estamos.

4. Uma última observação, tendo de novo como referência a notícia do Público antes citada. Um dos médicos entrevistados afirmava, segundo o jornal, que quem recorre uma segunda vez ao aborto deveria ser obrigado a pagar, para perceber os custos implicados. Eis uma lógica incompreensível. Uma sociedade que reconhece o aborto como um direito humano tem de estar disposta a pagar tantos abortos quantos se queiram, quando se queiram. O resto é puro economicismo. E aí estamos: a primeira vida humana sujeita à “interrupção voluntária da gravidez” pode e deve ser gratuita; a segunda, pelos vistos, já deveria ter um preço...

Quando a sociedade voltar a perceber cada ser humano, qualquer ser humano, como um ser inestimável, cuja vida não pode ser objecto de cálculo económico, talvez o aborto a pedido volte a ser reconhecido por aquilo que é: não um direito humano mas um inominável crime contra a humanidade.



Por: Elias Couto

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sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Uma rapariga de 12 anos dá que pensar


Este vídeo está a causar polémica do outro lado do Atlântico. Lia, uma rapariga de 12 anos, quis participar num concurso na sua escola e para tal tinha de escolher um tema de discussão. Decidiu falar sobre a defesa da vida. Foi aconselhada pela professora a escolher outro tema, mas manteve-se firme e disse que ou falava sobre aquele, ou não participaria. Por fim, deixaram-na participar e defendeu tão bem a sua causa que mesmo aqueles que estavam contra não conseguiram descredibilizá-la. A própria mãe dela ficou surpreendida com esta escolha e também tentou dissuadi-la, apesar de depois lhe ter dado o seu apoio. Inicialmente, o júri do concurso pensou desqualificá-la, mas acabou por ter de lhe dar a nota máxima.

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terça-feira, fevereiro 03, 2009

Negócio com a morte


As três clínicas privadas autorizadas para a prática de interrupção voluntária de gravidez (IVG) em Portugal fizeram cerca de um terço (5530) do total de abortos (16.784) no primeiro ano de vigência da nova lei. E usam sobretudo o método cirúrgico (com anestesia geral) em vez do medicamentoso, ao contrário do que acontece nos hospitais públicos.
Num mundo que clama por direitos, enriquecer ou tirar proveitos através da morte de um ser humano, constitui um retrocesso no caminho para um mundo melhor. Infelizmente o poder instituído faz sinal para um lado e vira de imediato para outro. As multas tardam em chegar, mas temos a certeza que um dia chegarão.

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quarta-feira, janeiro 07, 2009

Carta aberta aos deputados do meu país



Em tempos não muito recuados, a Assembleia da Republica fez aprovar, depois de referendo, uma lei iníqua – a lei da despenalização do aborto.
Ora, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, diz num dos artigos que a vida humana deve ser respeitada, desde a concepção até à morte natural, e portanto o aborto é uma transgressão grave de um desses direitos.
Passado este lamentável episódio, logo as nuvens nos trouxeram más notícias – se matamos as crianças antes de nascer para não nos darem despesa, trabalho, canseiras, etc., porque não fazer o mesmo com os idosos e os incapacitados? E assim, sem querer fazer futurismo, eu penso que ainda antes do fim desta “lamentável” legislatura, os nossos deputados vão querer trazer à luz da ribalta uma lei para despenalizar a eutanásia, talvez depois de tentarem referendar o referido projecto.
Ora, para começar a vida humana não é referendável e depois, se os não-nascidos ainda não têm voz para se manifestar se querem viver ou ser mortos antes de nascer, os idosos e incapacitados, quando bem atendidos nas suas limitações, com ajudas adequadas; na doença e sofrimento com cuidados paliativos que minorem as dores; na solidão com companhia e compreensão, não querem morrer, quer dizer, não querem que os matem. E se não acreditam, em vez de referendo à despenalização da eutanásia, perguntem-lhes se querem que os matem quando já não são produtivos e autónomos. E verão qual é a resposta!
Mas nós que gostamos de copiar o que vem de fora, fiquemos com este exemplo. O Grão-Duque do Luxemburgo fez saber aos deputados do Luxemburgo que não assinaria uma lei que permitisse a eutanásia, e como sem a sua assinatura nada feito, mesmo que os deputados estrebuchem a lei não vai ser aprovada. É caso para dizer: “Parabéns, Grão-Duque, aplaudimos a sua coerência”. Não é por ser católico que assim age, porque o direito à vida é de ordem natural e a eutanásia é tão reprovável para o cristão, como para o pagão.
O Grão-Duque, mesmo face à fúria dos políticos, com o Primeiro-ministro à frente, não se dobrou, como também em 1990, na Bélgica o Rei Balduíno suspendeu as suas funções reais no dia em que era votada a lei do aborto – com a sua anuência não foi, mesmo com risco de ser destituído.

Maria Fernanda Barroca

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sexta-feira, fevereiro 09, 2007

A vida que espere que a morte tem prioridade!

No próximo dia 11 de Fevereiro teremos um referendo sobre a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado.
Em primeiro lugar, parece-me importante referir as situações específicas em que não é punível a interrupção da gravidez, para os leitores que não estão totalmente esclarecidos sobre esta situação que tem gerado enorme controvérsia e, acima de tudo, extremamente delicada. Nos termos do disposto nas alíneas a), b), c), e d) do n.º1 do Artigo 142.º do Código Penal não é punível a interrupção da gravidez efectuada por médico, ou sob a sua direcção, em estabelecimento de saúde oficial ou oficialmente reconhecido e com o consentimento da mulher grávida, quando, segundo o estado dos conhecimentos e da experiência da medicina: constituir o único meio de remover perigo de morte ou de grave e irreversível lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica da mulher grávida; se mostrar indicada para evitar perigo de morte ou de grave e duradoura lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica da mulher grávida e for realizada nas primeiras 12 semanas de gravidez; houver seguros motivos para prever que o nascituro virá a sofrer, de forma incurável, de doença grave ou malformação congénita, e for realizada nas primeiras 24 semanas de gravidez, comprovadas ecograficamente ou por outro meio adequado de acordo com as legis artis (dos médicos), excepcionando-se as situações de fetos inviáveis, caso em que a interrupção poderá ser praticada a todo o tempo; a gravidez tenha resultado de crime contra a liberdade e autodeterminação sexual e a interrupção for realizada nas primeiras 16 semanas.
Em segundo lugar, parece-me importante esclarecer um ponto que tem sido alvo de grande controvérsia. Fala-se em interrupção voluntária da gravidez. Ao contrário do que "muita boa gente" pode pensar, está correcto falar-se em interrupção voluntária da gravidez, dado que a palavra interromper pode ser entendida de duas formas distintas, isto é, tem um significado ambíguo. Por um lado, interromper significa impedir a continuação de alguma coisa, pôr termo a; Por outro lado, interromper significa suspender, parar momentaneamente. Deste modo, quando se refere à interrupção na questão que vai a referendo no próximo dia 11, esta deve ser entendida da primeira forma como referi anteriormente. No entanto, apesar de correcto, concordo com parte da doutrina quando afirma que, em vez de se ter falado em interrupção, se devia ter referido terminar (seguindo o exemplo de Inglaterra), uma vez que seria mais esclarecedor.
Em terceiro lugar, acho extremamente "engraçado" que se refira que a interrupção voluntária da gravidez seja uma opção da mulher. Meus senhores, e o pai não tem uma palavra a dizer?
Em quarto lugar, os defensores do SIM têm afirmado que este referendo trata-se unicamente de despenalizar a mulher. Caros leitores, este não é sem dúvida alguma um argumento que os defensores do SIM se possam agarrar com "unhas e dentes", dado que não haverá qualquer restrição ao aborto, se este for efectuado nas primeiras dez semanas em estabelecimento de saúde legalmente autorizado. Desta forma, não se está apenas a despenalizar o aborto, mas pura e simplesmente a liberalizá-lo até às dez semanas. E nem quero entrar na questão se só há vida humana às oito, às dez ou às doze semanas, dado que os próprios especialistas na matéria ainda não chegaram a um consenso e, para além disso, mesmo que não se considere uma vida humana, é um "projecto de vida". Já agora, aproveito para dizer que não entendo como um médico que, à partida, tem como função salvar vidas, consiga terminar uma vida (ou um "projecto" de vida).
Em quinto lugar, o nosso Serviço Nacional de Saúde tem listas de espera vergonhosas para um país que se diz desenvolvido. Há mulheres que esperam longos meses por uma operação para remover um cancro da mama e, quando é possível fazê-la, em certos casos já é tarde. Há meses ou até anos de espera para salvar vidas. E com o aborto? Será que tirar vidas vai ter prioridade sobre salvar vidas? Será que a morte tem prioridade sobre a vida? Parece-me que nesta sociedade cada vez mais vazia de valores e enormemente individualista é assim! Sendo a vida humana um direito inviolável, não devem incorrer em responsabilidade penal ou criminal, os indivíduos (uma vida humana constrói-se a dois, logo não pode ser só a mulher a ser responsável) que queiram violar este direito através de uma interrupção da gravidez (com excepção das situações já referidas anteriormente em que não é punível a interrupção da gravidez)? Porque senão incorrerem em responsabilidade penal ou criminal, não estaremos a tornar a vida humana um mero objecto, uma simples coisa? Parece-me que, se o Estado tem capacidade económica para financiar os abortos, deverá tê-lo também para apoiar as famílias mais carenciadas e, deste modo, o argumento das dificuldades económico-financeiras não deverão ser razão para aborto. Além disso, não será que as pessoas estão a pôr a carreira profissional, o sucesso pessoal, acima de uma direito que eu julgo ser inviolável?
E, na verdade, é o Estado, através dos impostos, que vai financiar todos estes abortos. Assim, todos nós, contribuintes, vamos ter que contribuir para tal. Além disso, o Sr. Primeiro-Ministro, Eng. José Sócrates, tão empenhado nesta questão, parece ter se esquecido por "momentos" de um facto: o envelhecimento da população portuguesa. É, sem dúvida alguma, uma política anti-natalista do Eng. José Sócrates, contribuindo significativamente para a diminuição da taxa de natalidade (a longo prazo veremos as repercussões que esta política poderá ter). Digo isto, por uma simples razão (e não com palpites mas com factos!): com a despenalização do aborto noutros países da Europa, o número de abortos aumentou significativamente.
Antes de terminar, não querendo ficar apenas pelas críticas, apresento algumas soluções para que não tenhamos abortos clandestinos: maiores campanhas de informação, de aconselhamento e de planeamento familiar, educação sexual nas escolas dadas por pessoas que tenham formação para tal e, acima de tudo, uma maior abertura por parte dos pais para falar com os filhos sobre estes temas (deixem-se de meias palavras e digam o que tem de ser dito!).
Termino, com uma afirmação que poderá parecer uma ingenuidade própria da minha idade. Mas, já que tanto se tem referido que cabe unicamente à mulher tomar a decisão de abortar ou não e, uma vez que vivemos num Estado de Direito Democrático, julgo, desta forma, ter o direito de afirmar: a vida que espere que a morte tem prioridade!

Francisco Monteiro da Silva

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