Quarta-feira, Outubro 21, 2009

Um blogue colectivo em defesa da vida


Faz hoje três anos que iniciamos a caminhada em defesa da vida.
Guiávamos a força imensa da razão e a esperança de puder impedir o atentado à vida humana, que era a legalização do aborto a pedido.
Foram muitos os que nos acompanharam no duro combate, de que acabamos vencidos mas não convencidos e sempre com a certeza que um dia, a causa de vida sairia vencedora.
Como já o fiz no ano passado, volta a apelar a todos os que por aqui vão escrevendo a aos que parecem ter baixado os braços, aceitando a inevitabilidade, para que não desistam. O blogue precisa de todos para que continue a ser uma espinha cravada na garganta dos abortistas.

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Sábado, Outubro 17, 2009

Centenas de milhares em Madrid contra nova lei do aborto

Centenas de milhares de pessoas manifestaram-se, ontem, nas ruas da capital espanhola, contra a nova lei do aborto do Governo de Rodriguez Zapatero. O desfile, convocado por 44 associações ProVida, à qual aderiram 333 diversas organizações, das quais 243 internacionais, foi o mais sério protesto contra uma medida do Executivo socialista nos cinco anos de liderança de Zapatero.
“Só consideraremos o aborto uma questão encerrada quando não houver um único aborto em Espanha”. Foi com estas palavras, que levam o protesto além da crítica ao projecto da revisão da legislação de 1985, que Benigno Blanco, presidente do Foro da Família, concluiu o desfile de hora e meia. Contudo, no comunicado final só era pedida a retirada do novo projecto e novos apoios à maternidade. Os organizadores movem-se, assim, numa calculada ambiguidade de objectivos.
“Avé Zapatero, os que vão morrer te saúdam”, lia-se num cartaz exibido por cinco jovens na marcha das Portas do Sol à Porta de Alcalá. Um lema à margem do oficial – “pela vida, a mulher e a maternidade” –, e um dos raros momentos de criatividade cidadã numa iniciativa marcada por uma grande organização. Tudo foi preparado ao pormenor: a palavra de ordem “sim à vida, aborto não”, impôs-se sem dificuldade. “Aborto, novo holocausto” foi outra das frases não previstas no guião, mas que serviu para expressar o repúdio pela alteração da lei do aborto apresentada pelo gabinete socialista.

Quarta-feira, Outubro 14, 2009

Natalidade volta a diminuir nos primeiros nove meses deste ano

Se não houver alterações inesperadas até Dezembro, 2009 vai ser de novo um ano negro para a natalidade em Portugal. Após a ténue recuperação de 2008, nos primeiros nove meses deste ano o número de nascimentos voltou a decrescer e a um ritmo com algum significado, indicam os dados já disponíveis dos "testes do pezinho" realizados pelo Instituto de Genética Médica Jacinto Magalhães (IGMJM), Porto.
Estes testes (análises das amostras de sangue recolhidas através da picada no calcanhar dos recém-nascidos) são um indicador extremamente fiável das oscilações da natalidade em Portugal, porque o rastreio apresenta uma taxa de cobertura muito próxima dos 100 por cento. E, até 21 de Setembro deste ano, tinham sido feitos 71.461 testes, menos cerca de três mil do que no mesmo período do ano anterior. Um ano que contrariou a tendência de decréscimo verificada desde o início do século, com algumas excepções (ver gráfico ao lado).
"Pode ser que isto ainda dê uma volta até ao fim do ano, mas receio que [se tal não acontecer], em 2009 o número de nados-vivos não chegue sequer aos cem mil, pela primeira vez desde que me conheço", lamenta Rui Vaz Osório, do IGMJM e presidente da Comissão Nacional de Diagnóstico Precoce.
Outro problema: em 2007, a população portuguesa registou pela primeira vez um saldo natural negativo (morreram mais pessoas do que aquelas que nasceram) e este ano tudo indica que o fenómeno se deverá repetir.
O declínio da natalidade não é um exclusivo português, recorda Rui Vaz Osório, que se confessa mesmo assim "assustado" com os números e preocupado com o futuro do país. "Só estamos a combater [este problema] com a imigração", nota. De facto, Portugal deve em parte aos imigrantes a conjuntural inversão da tendência da quebra da taxa de natalidade em 2008 (quase 14 mil bebés nascidos no ano passado, cerca de 13 por cento do total, eram filhos de pai estrangeiro).
A nova quebra deste ano poderá ser imputada à saída de alguns imigrantes do país, devido à crise económica e ao desemprego? "É difícil saber se há uma relação de causa-feito", responde o ex-presidente da Associação Portuguesa de Demografia, Mário Leston Bandeira.
Mais do que à crise económica, Leston Bandeira atribui o progressivo declínio da natalidade em Portugal às dificuldades de conciliação entre o trabalho e a vida familiar. Apesar das medidas de incentivo à natalidade anunciadas nos últimos anos, "ainda não se conseguiu dar o grande salto, que é o de disponibilizar apoio pré-escolar e creches para todas as crianças", lamenta. E para ter filhos é preciso também dispor de condições económicas: "Ter um filho, hoje, é um investimento de luxo".
Confessando-se "pessimista", o especialista acredita que a quebra se vai acentuar em 2010 e 2011, como reflexo da recessão económica. "Depois poderá haver um processo de recuperação, se se criar de novo um clima de confiança", prevê.

Quinta-feira, Setembro 10, 2009

Assessor de Obama quer aborto forçado e tirania planetária para limitar a população


O presidente Obama nomeou para Director do Gabinete de Política para Ciência e Tecnologia a John Holdren um dos mais radicais pregadores do controle forçado da natalidade.

Holdren também é defensor esterilização massiva de populações inteiras introduzindo agentes esterilizantes na rede de água potável. Também é um grande arauto do que chamou de “Regime planetário” que aplicaria esse programa. A matéria foi revelada pela agência LifeSiteNews e encontra-se disponível na Internet.

Holdren formulou esse programa para os USA no livro “Ecoscience: Population, Resources, Environment”, do qual é co-autor.

“Tem sido demonstrado - escreveu - que leis compulsórias de controle da população, incluindo até leis impondo o aborto compulsório, podem-se sustentar sob a actual Constituição se a crise da população se tornar suficientemente severa para pôr em perigo a sociedade” (p. 837).

Holdren pretende que “nem a Declaração de Independência nem a Constituição americana mencionam um direito a se reproduzir” e que por causa disso o governo pode obrigar as mulheres a terem crianças ou forçá-las a abortar.

Holdren ataca as famílias numerosas com o infamante e falso argumento de que “contribuem para uma geral deterioração social super-produzindo crianças”.

Nas páginas 786-7 propõe uma “cápsula esterilizante com efeitos de longo prazo que poderia ser implantada sob a pele” das mulheres na puberdade e que “poderia ser removível, com autorização oficial, para um limitado número de filhos.”

Holdren propõe nas páginas 942-3 uma autoridade política internacional que ele chama de “regime planetário”, para garantir o controle da população, dos recursos e do meio ambiente. Esse tirânico poder controlaria e distribuiria os recursos naturais e decidiria qual seria a “população óptima do mundo”.

Para Holdren esse novo despotismo deveria ter poder efectivo para impor suas decisões. Para isso deveria dispor de uma “organização internacional armada, uma das força de polícia interplanetária” (p. 917).

Este monstro assassino é que devia ser o protagonista do anúncio sobre a SIDA, mas como faz parte do governo dos USA o mundo assobia para o lado.

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Um negócio em expansão: abortos dispararam nos primeiros dias deste mês

Clínica dos Arcos fez nos primeiros quatro dias de Setembro 144 interrupções. Uma média de 36 por dia, muito superior ao resto do ano. Férias e crise levam mulheres a adiar intervenção.
Nos primeiros quatro dias deste mês, foram realizados 144 abortos na Clínica dos Arcos, em Lisboa, quase o dobro da média diária do resto do ano. Nos últimos oito meses fizeram-se naquela clínica uma média de 23 interrupções voluntárias da gravidez (IVG) por dia, enquanto Setembro está já a registar 36.
Para a directora clínica, Yolanda Hernández, a explicação está no período de férias, conjugado com a difícil situação económica dos portugueses. "Com a crise não há dinheiro para tudo. As mulheres optam por ir de férias primeiro", conclui, acrescentando: "Estamos a notar nestes últimos dias um acréscimo acentuado no número de mulheres que nos procuram. E acreditamos que a tendência se mantenha durante o resto do mês."
Duarte Vilar, director da Associação para o Planeamento da Família, também considera que as mulheres tendem a adiar este processo", em épocas difíceis.
A junção de um ano de crise com as férias levou, aliás, a que, pela primeira vez, o número de abortos em Agosto tenha diminuído dois por cento em relação ao ano passado.
De resto, em todos os outros meses de 2009 verificou-se um aumento de IVG. Situação que garante Duarte Vilar está também associada à crise económica. "A possibilidade de mais um filho é uma questão muito delicada, principalmente em épocas com mais desempregados e em famílias com baixo rendimento familiar."

Mais 678 abortos!

A Clínica dos Arcos registou 4183 abortos até final de Agosto, mais 678 do que nos primeiros oito meses de 2008, o que representa um crescimento na ordem dos 16%.
Também no Hospital Amadora--Sintra se tem verificado um aumento significativo de mulheres na consulta de ginecologia para realizarem aborto: 1200 desde Janeiro, numa média de 150 por mês - todas elas encaminhadas para a Clínica dos Arcos, uma vez que 82% dos médicos deste hospital são objectores de consciência. Estes números reflectem um aumento de 20% em relação ao mesmo período do ano passado.
O aumento de abortos é também visível pelo número de mulheres encaminhadas dos hospitais públicos para a Clínica dos Arcos (a única privada com protocolo com o estado), passou de 2398 nos primeiros oito meses de 2008, para 3118 no mesmo período deste ano (mais 720 mulheres). O envio para os Arcos obriga as unidades de saúde públicas a gastar mais. É que um aborto químico na clínica custa 400 euros, enquanto os hospitais públicos recebem 341 euros do Estado para realizarem um aborto pelo mesmo método - menos 59 euros. Se a intervenção for cirúrgica custa na clínica privada 475 euros. Já o Estado paga 444 euros (menos 31 euros). "É evidente que ficamos a perder em enviar as mulheres para o privado", refere fonte do Hospital Amadora-Sintra.
(FONTE)

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Terça-feira, Setembro 01, 2009

A verdade sobre o aborto


O aborto traz grandes males, físicos e psíquicos, para a mulher que aborta. Permitam-me uma comparação um pouco chocante, mas ilustrativa. Dados os males provocados pelo fumo, em alguns lugares proíbe-se fumar. Há quem concorde e quem discorde, quem obedeça ou desobedeça. O pulmão do fumador, entretanto, não distingue entre o cigarro legal e o ilegal.

No caso do aborto, a legalização evita algumas complicações decorrentes das condições da prática clandestina. Entretanto, os principais efeitos nocivos do aborto continuariam a ocorrer, como se pode demonstrar com os dados obtidos em países nos quais a prática não é considerada crime na legislação vigente. Nesse caso não se trata de suposições e extrapolações, mas de estudos científicos publicados em revistas médicas.

Nos Estados Unidos, mulheres que se submeteram ao aborto provocado apresentam, em relação às que nunca fizeram um aborto: 250% mais necessidade de hospitalização psiquiátrica; 138% a mais de quadros depressivos; 60% a mais quadros de stress pós-traumatico; sete vezes mais tendências suicidas; 30 a 50% mais quadros de disfunção sexual.

Além disso, entre as mulheres que fizeram um aborto, 25% exigem acompanhamento psiquiátrico em longo prazo. Em Dezembro do ano passado o British Journal of Psichiatry publicou pesquisas realizadas na Nova Zelândia, que mostraram existir 30% mais problemas mentais em mulheres que fizeram aborto induzido. O coordenador do trabalho, dr. David Fergusson, admite que era favorável ao aborto por livre escolha, mas que estava repensando a sua posição em função dos resultados obtidos.

Outro dado preocupante é que a legalização acaba por aumentar significativamente o número de abortos. A Espanha traz-nos um exemplo expressivo. Em 2008, o editorial do jornal El País comentou que há na Espanha “demasiados abortos”. Entre 1997 e 2007, o número de abortos mais que duplicou. Entre 2006 e 2007, houve um aumento de 10%. Além disso, uma em cada três mulheres que abortaram em 2007 já tinha abortado anteriormente, uma ou mais vezes. Isto demonstra a banalização da prática. El País comenta que o aborto é “percebido por muitos jovens como um método anticoncepcional de emergência, quando é uma intervenção agressiva que pode deixar sequelas físicas e psicológicas”.

Sobre as sequelas psicológicas, já comentei acima. Sobre as físicas, há estudos que mostram maior risco de doenças circulatórias, doenças cérebro-vasculares, complicações hepáticas e cancro de mama. A gravidez posterior também fica comprometida, com maior incidência de placenta prévia, parto prematuro, aborto espontâneo e esterilidade permanente.

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Segunda-feira, Agosto 03, 2009

Aborto legal... e a pagar?

Dois anos depois da entrada em vigor da lei que despenaliza o aborto, surgem notícias pouco abonatórias para quem defendeu a referida despenalização e, sobretudo, para quem elaborou a lei que regula a mesma.

1. Afirmou-se, na altura, que, entre outros objectivos, se pretendia acabar com o aborto clandestino e diminuir drasticamente o número total de abortos. Quanto ao aborto clandestino, nunca mais se falou dele. Deverá ter diminuído bastante, tendo em conta o número de abortos legais realizados – mas se acabou ou não, ninguém parece importar-se. Quanto ao número total de abortos, temos assistido a um aumento continuado – tendência a confirmar nos próximos anos, mas nada descabida, face ao histórico de outros países.



2. Jurou-se a pés juntos que o aborto nunca seria um método contraceptivo – pelo contrário, tudo seria feito para torná-lo extraordinário. Ora, segundo notícia do Público on-line (15.07.2009), desde o início do presente ano, “mais de vinte mulheres recorreram ao Hospital de Santa Maria para fazer um segundo aborto”; segundo a mesma notícia, duas em cada três mulheres que recorrem ao mesmo hospital para abortar não aparecem na consulta de planeamento familiar prevista na lei de legalização do aborto; e segundo a Direcção Geral de Saúde, 433 mulheres que recorreram ao aborto legal já tinham quatro abortos no seu historial médico.

3. A legalização e liberalização do aborto conduz inevitavelmente à sua banalização. A tal ponto que se pode afirmar: «Num ano, quase 18 mil mulheres puderam interromper uma gravidez não desejada sem terem de se submeter à indignidade do aborto ilegal” (Duarte Vilar, da Associação de Planeamento Familiar) – sem sequer ser necessário tomar fôlego para, durante um momento, considerar os pelo menos dezoito mil seres humanos submetidos à indignidade do aborto e às suas consequências mortais. Daqui até fazer do aborto um método de contracepção de último recurso não vai passo nenhum – já lá estamos.

4. Uma última observação, tendo de novo como referência a notícia do Público antes citada. Um dos médicos entrevistados afirmava, segundo o jornal, que quem recorre uma segunda vez ao aborto deveria ser obrigado a pagar, para perceber os custos implicados. Eis uma lógica incompreensível. Uma sociedade que reconhece o aborto como um direito humano tem de estar disposta a pagar tantos abortos quantos se queiram, quando se queiram. O resto é puro economicismo. E aí estamos: a primeira vida humana sujeita à “interrupção voluntária da gravidez” pode e deve ser gratuita; a segunda, pelos vistos, já deveria ter um preço...

Quando a sociedade voltar a perceber cada ser humano, qualquer ser humano, como um ser inestimável, cuja vida não pode ser objecto de cálculo económico, talvez o aborto a pedido volte a ser reconhecido por aquilo que é: não um direito humano mas um inominável crime contra a humanidade.



Por: Elias Couto

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Sábado, Julho 04, 2009

SONO LETÁRGICO

Chamo a atenção dos leitores para o texto que publiquei, neste blogue, a 29 de Junho do ano passado.
Já nessa altura, num comentário recebido, registei a surpresa de alguém pelo atraso na decisão do caso que eu ali abordava.
Essa reacção era justificada. Que dizer agora, véspera do dia em que se cumprem dois anos sobre a data em que o Tribunal Constitucional abriu portas a um documento que pede a declaração de inconstitucionalidade da Lei do Aborto?
O Tribunal Constitucional deixou entrar o requerido, mas fechou-lhe a mente. E, depois disto, ainda há quem deite as mãos à cabeça e olhe como catátrofe social o gesto burlesco de um ministro, no meio de um triste areópago de maus comediantes.
Valha-nos Deus!
Joaquim Maria Cymbron

Sexta-feira, Junho 12, 2009

"Bella" exibido em Évora

O filme "Bella - True love goes beyond romance" será exibido em Évora, no próximo dia 18 de Junho, quinta-feira, pelas 21.30 h., no Auditório Soror Mariana.
As reservas podem ser feitas para o telemóvel 968529569 ou para o email bella.portugal@yahoo.com
É uma oportunidade única de ver um filme que tem marcado todos os que a ele têm assistido. Um drama romântico centrado nas questões tão actuais do aborto e da defesa da vida.