quinta-feira, outubro 26, 2006

Jérome Lejeune e a vida humana

É muito pouco conhecida entre nós a personalidade do Prof. Jérome Lejeune, em tempos celebrado como um extraordinário geneticista, e tornado famoso pela descoberta do Síndrome de Down. Jérome Lejeune foi também grande lutador em defesa da vida.
Aqui ficam algumas frases soltas do Prof. Lejeune, numa pequena colagem muito oportuna nesta hora.

"Se um óvulo fecundado não é por si só um ser humano, ele não poderia tornar-se um, pois nada é acrescentado a ele."
"Penso pessoalmente que diante de um feto que corre um risco, não há outra solução senão deixá-lo correr esse risco. Porque, se se mata, transforma-se o risco de 50% em 100% e não se poderá salvar em caso nenhum. Um feto é um paciente, e a medicina é feita para curar... Toda a discussão técnica, moral ou jurídica é supérflua: é preciso simplesmente escolher entre a medicina que cura e a medicina que mata".
"A sociedade não tem que lutar contra a doença, suprimindo o doente."
"Um único critério mede a qualidade de uma civilização: o respeito que ela prodiga aos mais fracos de seus membros. Uma sociedade que esquece isso está ameaçada de destruição. A civilização consiste, muito exactamente, em fornecer aos homens o que a natureza não lhes deu. Quando uma sociedade não admite os deserdados, ela vira as costas à civilização."
"Logo que os 23 cromossomas paternos trazidos pelos espermatozóide e os 23 cromossomas maternos trazidos pelo óvulo se unem, toda a informação necessária e suficiente para a constituição genética do novo ser humano se encontra reunida".
"O facto de que a criança se desenvolve em seguida durante 9 meses no seio de sua mãe, em nada modifica a sua condição humana."
"Assim que é concebido, um homem é um homem".
"Não quero repetir o óbvio, mas na verdade, a vida começa na fecundação. Quando os 23 cromossomas masculinos se encontram com os 23 cromossomas femininos, todos os dados genéticos que definem o novo ser humano já estão presentes. A fecundação é o marco da vida"
"...Se logo no início, justamente depois da concepção, dias antes da implantação, retirássemos uma só célula do pequeno ser individual, ainda com aspecto de amora, poderíamos cultivá-la e examinar os seus cromossomas. E se um estudante, olhando-a ao microscópio não pudesse reconhecer o número, a forma e o padrão das bandas desses cromossomas, e não pudesse dizer, sem vacilações, se procede de um chimpanzé ou de um ser humano, seria reprovado. Aceitar o facto de que, depois da fertilização, um novo ser humano começou a existir não é uma questão de gosto ou de opinião.
A natureza humana do ser humano, desde a sua concepção até à sua velhice não é uma disputa metafísica. É uma simples evidência experimental."
"No princípio do ser há uma mensagem, essa mensagem contém a vida e essa mensagem é uma vida humana".

6 Comentários:

Blogger Thoth escreveu...

Excelente manuel,
Cumprimentos

10/26/2006 08:18:00 da tarde  
Blogger Rouxinol escreveu...

"a vida começa na fecundação. Quando os 23 cromossomas masculinos se encontram com os 23 cromossomas femininos"

"Assim que é concebido, um homem é um homem"

Haver vida após a fecundação é uma coisa, a condição de Homem é outra.
Dizer que o Homem nasce no momento da fecundação é um extremismo semelhante a dizer que ele apenas nasce no momento do nascimento.
Esse extremismo desmente-se dando o exemplo dos gémeos:

"A afirmação de que a vida do homem se inicia no momento da fecundação nega a especificidade pessoal de cada um dos gémeos verdadeiros, porque a sua formação é a consequência de uma cisão do embrião num estádio mais tardio."

Um Homem sente, pensa, tem consciência que existe. Um embrião com 10 semanas de gestação não possui nenhuma destas características.


http://ocanto.esenviseu.net/apoio/pessoab.htm

10/26/2006 09:25:00 da tarde  
Blogger Camisa Azul escreveu...

Entre a sexta e a sétima semana (...) se tocarmos suavemente os lábios, o bebé responde virando o corpo para um lado e fazendo um movimento rápido com os braços. A isto chama-se "total patern response" porque envolve a maior parte do corpo e não uma parte localizada."

L. B. Arey, Developmental Anatomy, (6th ed.), Philadelphia: W. B. Sanders Co., 1954

Às oito semanas, "se tocarmos o nariz do bebé, ele afasta a cabeça para longe."

A. Hellgers, M.D., "Fetal Development, 31," Theological Studies, vol. 3, no. 7, 1970, p. 26

10/26/2006 09:56:00 da tarde  
Blogger Rouxinol escreveu...

"se tocarmos o nariz do bebé, ele afasta a cabeça para longe."

É impressão minha ou ainda não percebeste do que estamos a falar??

10/27/2006 10:32:00 da manhã  
Anonymous Anónimo escreveu...

"Um Homem sente, pensa, tem consciência que existe. Um embrião com 10 semanas de gestação não possui nenhuma destas características"

Bom, tal como um bebé com... 6 meses também não tem nenhuma destas características também o podemos matar?

Catarina

10/28/2006 02:21:00 da manhã  
Anonymous Anónimo escreveu...

Tens que explicar mais devagar rouxinol...e de preferencia com desenhos.

10/28/2006 02:21:00 da manhã  

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