segunda-feira, outubro 01, 2007

Os responsáveis querem mais

Notícia de hoje:
Fazem-se por dia 25 interrupções voluntárias de gravidez:
Em cada dia que passa, contas por alto, fazem-se 25 abortos a pedido da mulher nos hospitais públicos e clínicas autorizadas, desde que a nova lei entrou em vigor. Se a média se mantiver, num ano haverá cerca de nove mil interrupções voluntárias de gravidez (IVG).
"É menos de metade do que se tinha previsto", regozija-se o coordenador do Programa Nacional de Saúde Reprodutiva, Jorge Branco, que não se cansa de sublinhar que tudo está a correr bem nos hospitais, ainda que os dados dos dois primeiros meses e meio apenas permitam traçar uma mera "fotografia" da realidade.
Apesar de o número de pedidos de interrupções voluntárias de gravidez ser inferior ao estimado (pensava-se que seriam cerca de 20 mil, um quinto do total de partos) e de os hospitais públicos aparentemente estarem a dar resposta às necessidades, a realização de abortos químicos vai estender-se aos centros de saúde, como estava projectado.
Hoje, Viana do Castelo arranca com a experiência, que até ao final do ano se alargará a mais três centros de saúde da região norte (Penafiel, Amarante e Paredes).
Dois médicos e dois enfermeiros do Centro de Saúde de Viana do Castelo disponibilizaram-se para a tarefa - que não irá diferir em muito daquilo que acontece nos hospitais (o grosso das IVG é feito com medicamentos), ao contrário do que ocorre nas clínicas privadas, onde predominam os abortos cirúrgicos. A mulher apenas terá que fazer uma ecografia fora do centro de saúde para a avaliação do tempo de gestação. Todas as outras fases do processo (consulta inicial e de revisão, fornecimento dos medicamentos) decorrem dentro do centro de saúde e só será necessário ir ao hospital caso surjam complicações.
O alargamento aos centros de saúde já estava previsto na regulamentação da lei, explica Paulo Sarmento, coordenador da área de saúde materna na Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte, defendendo que isto não corresponde a uma "banalização" da IVG, como considerou o bastonário da Ordem dos Médicos (OM).

1 Comentários:

Blogger movimento escreveu...

Não é outra coisa senão a banalização. Aliás, não é feito senão com essa intenção na área de mais difícil "penetração" da "Civlização da morte". Se fosse para apoio da erde hospitalar de aborto, começariam pela ARS de Lisboa e Vale do Tejo, onde a procura foi maior...

LBR

10/30/2007 09:34:00 da manhã  

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