quinta-feira, janeiro 25, 2007

Não, querida, temos que fazer obras na casa, agora não é a altura

Obviamente Não, assina o meu ilustríssimo amigo Ricardo que anda lá por fora a lutar pela Vida:
(...) Mais uma vez, porque os perdedores não se dão por vencidos. Insistentes, não aceitam as regras. Insistem até à vitória final. É a sua guerra. Sem tréguas.
Dizem que é pelos direitos da mulher (os homens aqui não têm direitos!), dizem que é para lutar contra o aborto, com aborto! Contra as más condições sanitárias, com mais aborto! Pela liberdade de escolha (contra quem não se pode pronunciar!).
Para mim não há argumento que justifique tamanha barbaridade.
Se ganha o sim o aborto será despenalizado, será banalizado, à semelhança do que se passa por essa Europa fora, que muito tería que aprender com a India, por exemplo.
Ou seja, serão condenados milhares de seres cujo pecado foi não serem desejadas pelo mundo moderno, por sociedade de consumo desenfrenado. "Não, querida, temos que fazer obras na casa, agora não é a altura"; "Amor, faltam seis anos para acabar de pagar o apartamento, vou interromper voluntariamente a gravidez, não será possível sustentar esta criança. Seria um crime trazê-la ao mundo"…
Efectivamente há um negócio montado detrás de tudo isto. Uma filosofia de morte e um desdém profundo pela liberdade, pelo respeito aos homens, às mulheres e ao ser humano. Estou plenamente convencido que os interessados nisto se baseiam num conceito elitista que dispensa qualquer forma de vida que contemple a pobreza material, a deficiência física e otras formas "menos elevadas" de existência humana.
Na sociedade do bem-estar, da vaidade e da perfeição não há espaço para todos. Only the brave survive. Será uma Lei da Natureza? Ou uma inqualificável canalhada humana, sintoma de fim de Civilização?

4 Comentários:

Blogger Work Buy Consume Die escreveu...

"uma inqualificável canalhada humana". O pior dos trabalhos do SIM é manter a paciência...

1/25/2007 03:15:00 da manhã  
Anonymous Anónimo escreveu...

Por que motivo este blogue está listado como "blogue nacionalista"?

Ver aqui:

http://blogsnacionalistas.blogspot.com/

1/25/2007 10:14:00 da manhã  
Anonymous Anónimo escreveu...

Obviamente que a questão não é essa, os casais que querem evitar ter filhos por inconveniência económica utilizam contracepção. Se esta falha, aqueles que recorreriam ao aborto no caso se este deixar de de ser penalizado, recorrem na mesma se isso não acontecer. A questão do referendo é continuar ou não a julgar e a condenar as mulheres que o fazem até às 10 semanas, apesar do argumentário sofisticado e perverso do Professor Marcelo para nos convencer do contrário.
Relativamente aos direitos dos homens, eu concordo que a decisão de abortar ou não também diz respeito ao pai. Tenho a certeza que na maior parte das situações o homem está envolvido nesta decisão. No entanto, não conheço nenhum caso de um homem que tenha sido julgado por esse envolvimento.
Finalmente, sobre a sugestão da Europa ter muito que aprender com a Índia: não é esse um dos países onde é costume matar os bebés à nascença se forem do sexo feminino?

1/25/2007 06:08:00 da tarde  
Blogger Diogo escreveu...

O melhor artigo que li em todo este debate!
Parabéns ao seu autor!

http://anti-aborto.blogspot.com/

1/29/2007 09:18:00 da tarde  

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