terça-feira, janeiro 23, 2007

A ajuda no terreno

Dei nota há três ou quatro postais de uma louvável inciativa lançada pelo movimento cívico Diz que Não com o objectivo de recolher fundos para a Ajuda de Berço. Como comentário - está lá na caixinha respectiva - chegou o seguinte:
Recolher fundos? Agora?
Não será um bocadinho tarde? (...)
Tiveram quase oito anos e estiveram-se nas tintas.
Hipócritas, os pró-prisão...
Opto por trazer aqui o anónimo comentário visto que me parece espelhar na perfeição boa parte da K7 blogosférica do 'sim', que na ausência de argumentos tenta sobretudo descredibilizar o outro lado. Na verdade, o comentador não faz a mais pálida ideia do apoio que ao longo de oito anos foi dado pelos jovens do Diz Que Não à Ajuda de Berço - e a outras instituições que estão no terreno para defender a Vida e ajudar a sério potenciais e futuras mães em dificuldade. Pode parecer repetitivo mas não me canso de o escrever as vezes que forem necessárias: na sequência do referendo de 1998, os grupos do 'não' deitaram mãos à obra e a eles se deve que hoje exista em Portugal, não apenas prosápia cantada à porta dos tribunais, mas caminhos de efectiva ajuda às mulheres e famílias que procuram auxílio. Mais que não fosse por isso, que é uma evidência, o argumento do "não é um bocadinho tarde?" é profundamente revelador de como na realidade, para aquelas bandas, importam muitíssimo as causas fracturantes e as vantagens competitivas eleitorais correspondentes, mas muito pouco ou mesmo nada o drama efectivo do aborto. Estivessem realmente preocupados e por certo seriam os primeiros a auxiliar a Ajuda de Berço, fazendo o que durante oito anos foi feito diariamente deste lado e sem que isso tivesse que aparecer no jornal. Mas é mais fácil ficar pela gritaria à porta do tribunal, não é?

3 Comentários:

Blogger sbj850805 escreveu...

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1/23/2007 01:14:00 da manhã  
Anonymous Anónimo escreveu...

Caro Pedro,

Muito obrigada.
Em nome do Diz Que Não, agradeço lhe que torne visíveis aos olhos de alguns que a nossa acção não depende de referendos nem de politiquices.

Informo o senhor anónimo que gostava muito de conhecer que mais de metade dos jovens do Diz Que Não trabalha no apoio às mães, só que, como bem diz o Pedro, nunca ninguém se lembrou de os ir filmar.
O cenário da berraria à porta do Tribunal é sempre mais poético do que vidas reais...

Catarina Almeida

1/23/2007 01:47:00 da manhã  
Blogger pedro guedes escreveu...

Nem mais, Catarina.

Gritar à porta do tribunal é que é "bué cool"...

1/23/2007 01:51:00 da manhã  

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