quarta-feira, novembro 01, 2006

BISPO TAILANDÊS E MONGE BUDISTA CONTRA ABORTO NO PAÍS

O monge budista, Phra Mahamanoj, sublinhou que os budistas, a maioria da população tailandesa, são contrários ao aborto, à destruição da vida. Fizemos no templo uma casa de emergência para ajudar as mulheres que não estão prontas para terem um filho. Não têm necessidade de recorrer ao aborto como solução _ ressaltou o monge. Quem vem até nós recebe uma casa e um trabalho até se sentir pronto para recomeçar a própria vida, sem ser preciso matar outra.Ler toda a noticia
Uma forma positiva de encarar o problema. Como fazem muitas associações em Portugal, e que não vemos fazer aos partidários do sim.

7 Comentários:

Anonymous Anónimo escreveu...

Acho muito bem que a maioria da população tailandesa seja contrária ao aborto (por falar nisso: onde estão esses dados?).
Acho muito bem que esses monges tenham no templo uma casa para acolher as mulheres que não estejam prontas para terem um filho. (por acaso, em Portugal, existem casas dessas? E, como é que se consegue saber que uma mulher não está pronta para ter um filho?)
Acho muito bem isso que os monges fazem; mas, se por acaso uma mulher abortar vai presa?
E se precisar de abortar, tem onde o fazer com condições de higiéne e segurança?
Ou têm de ir ao Badajoz de lá perto?
Acho muito bem o que relata neste post e nada disso interfere com o direito que tenho de achar que se deve votar sim no referendo sobre a despenalização do aborto.

11/01/2006 08:53:00 da tarde  
Blogger Camisa Azul escreveu...

O que pretendo dizer com o poste é quem em alternativa ao aborto devemos lutar para que as mulheres e os homens possam criar os seus filhos nas melhores condições.
È que eu sou pela vida e luto pela vida.
Não escolho a solução mais fácil.

11/01/2006 09:11:00 da tarde  
Anonymous Anónimo escreveu...

ó ramalho, diz-me lá que associação portuguesa é que oferece uma casa e trabalho a quem pense abortar, para ter a criança e até recomeçar a vida? uma, vá.
se me disseres, engravido já hoje.

11/02/2006 02:35:00 da tarde  
Anonymous Marta escreveu...

Caramba.... esta gaja para além de anónima, é muito pouco informada. Á custa do referendo sobre o aborto queres transformar a merda do país que vivemos no paraíso? Mas porque é que passas à minha frente? Eu estou desempregada à tanto tempo... Se calhar vou matar os meus filhos todos.... Boa idéia isso facilitaria tudo!!! A tua mãesinha não te falou dos problemas da vida não? Pois é cara anonima eles existem, e o facto de tu não os aceitares é porque fazes parte daquelas que quando engravidam ficam espantadas... As mães estavam muito ocupadas para as prepararem para a vida!!!! Isso fica para depois...

A propósito sugiro que visites: http://www.ajudademae.com/
Vais ficar espantada... É maravilhoso o que os defensores do Não fazem para ajudar o próximo, não é?... Desacomoda-te e vem também..

11/02/2006 04:28:00 da tarde  
Anonymous Anónimo escreveu...

marta,
espero que os pobres dos teus filhos não herdem de ti a inteligência e a (i)letracia...
"mãesinha"...

11/02/2006 08:03:00 da tarde  
Anonymous Anónimo escreveu...

Marta:
Vamos imaginar os seguintes cenários:
cenário 1
Uma jovem de 16 anos, filha de um abastado industrial ali residente para os lados da linha, numa festa de anos esqueceu-se da pílula e o moço esqueceu-se da camisinha e no truca truca ao fim de 5 ou 6 semanas ela verificou que estava sem o período. Foi à Farmácia, fez o teste e verificou que estava grávida.
Não é possível ela ter o filho (aqui podemos arranjar uma série de razões que não interessam, o que interessa é que ela decide abortar).
Pede aos pais e lá vão eles a Badajoz ou a Londres fazer o aborto.
Não foi apanhada, não é criminosa nem sofre pena.
Anda numa boa.
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cenário 2
Uma jovem de 16 anos, filha de um serralheiro que mal ganha para sustentar a família numerosa residente para os lados duma zona degradada, numa festa de anos duns amigos lá do bairro andou no truca truca ao fim de 5 ou 6 semanas ela verificou que estava sem o período. Foi à Farmácia, fez o teste e verificou que estava grávida.
Não é possível ela ter o filho (aqui podemos arranjar uma série de razões que não interessam, o que interessa é que ela decide abortar).
Que faz? Não tem dinheiro para ir a Badajoz. Então arranja uma daquelas senhoras que todos sabemos que existem e que fazem abortos e catrapuz, lá aborta. Por azar, corre mal, começa a sangrar, tem de ir ao Hospital, é levantado o auto e pimba, lá está ela entregue à bicharada; processo em cima; mais a abortadeira, etc.
Criminosa e penalizada.
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cenário 3
Uma jovem de 16 anos, filha de um serralheiro que mal ganha para sustentar a família numerosa residente para os lados duma zona degradada, numa festa de anos duns amigos lá do bairro andou no truca truca ao fim de 5 ou 6 semanas ela verificou que estava sem o período. Foi à Farmácia, fez o teste e verificou que estava grávida.
Não é possível ela ter o filho (aqui podemos arranjar uma série de razões que não interessam, o que interessa é que ela decide abortar).
Que faz? Não tem dinheiro para ir a Badajoz. Então decide e recorre a uma das tais associações que ajudam as jovens grávidas a não abortarem.
Essa Associação ajuda a moça, arranja-lhe um emprego e quando o filho nascer arranja quem tome conta do bébe e a moça está bem com sustento para ela e para o filho.
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Acredito no cenário 1 e no cenário 2. Não creio que o cenário 3 exista ou se existe não funciona assim. Era uma forma de todas as jovens arranjarem emprego: era só engravidarem e recorrerem a essas ajudas.
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Na presença do cenário 2 justifica-se o Referendo e o voto Sim à despenalização.
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Porque o cenário 1 não precisa da Lei, precisa apenas do dinheiro e é na falta do dinheiro que hoje se aborta em más condições e se é criminalizada.
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Por isso o meu voto Sim e o meu voto Sim não significa um Não à Vida; significa um Sim à dignidade da Mulher!...

11/02/2006 09:17:00 da tarde  
Anonymous Anónimo escreveu...

Excelente o ultimo comentario, espelha a realidade da coisa na perfeicao...quem nao reve a realidade naquilo que foi dito ou e obtuso ou encontra-se em processo de negacao da realidade.

11/03/2006 08:19:00 da manhã  

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