domingo, outubro 22, 2006

De entrada

Aos 2 de Março de 1976, dizia Pino Rauti em Roma perante a Câmara dos Deputados que "l'aborto è un problema che non ammette compromessi". Estava coberto de razão. Com efeito, a liberalização do aborto a pedido que se pretende impôr é matéria que não se compatibiliza com o caminho fácil do "talvez" de que tanto gostam os arautos do "extremo-centro", habituados ao xadrez de compromissos em que navegam e de que em larga medida dependem para continuar à mesa do orçamento. Perante o aborto é sim ou sopas e aqui se estabelece uma fronteira clara entre duas visões completamente distintas da Vida e da humanidade. Aqui está em causa a escolha entre o natural e o anti-natural; entre a defesa da Vida inocente e indefesa ou a sua condenação abrupta e impiedosa. A escolha é portanto bastante clara e dificilmente poderia ser mais simples: pela nossa parte, é NÃO.

2 Comentários:

Blogger Vera escreveu...

Finalmente, vejo alguém com coragem de dizer Não à pergunta do referendo, com todas as letras.

10/22/2006 05:55:00 da tarde  
Blogger cristina ribeiro escreveu...

Penso que a lei actualmente em vigor prevê já todos os casos em que é admissível interromper a gravidez.Quem,por motivos pessoais,não desejar essa mesma gravidez,tem à sua disposição meios eticamente aceitáveis de o evitar,sem ter de matar ninguém,pois é disso que se trata,diga-se o que se disser.
Não-,naturalmente,vai ser a minha resposta.

10/22/2006 08:21:00 da tarde  

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