terça-feira, outubro 24, 2006

Defesa da Vida

Sobre estes temas "fracturantes", para aproveitar o vocabulário em uso, como são o abortamento ou a eutanásia, ou a droga, não tenho dúvidas que o pensamento daqueles que nos governam coincide no essencial com aquilo que diz o Bloco de Esquerda.
Esse pensamento não é o de uma franja socialmente marginal, corresponde à ideologia instalada em meios sociais determinantes da opinião do todo, como são as camadas jornalísticas, intelectuais, artísticas, políticas, até economicamente dominantes.
O tal Berloque de estimação de todos esses grupos privilegiados apenas diz em voz alta o que eles dizem em "off" - e não querem dizer em público por razões meramente de conveniência.
Porém, daí não decorre a inutilidade do combate; ao contrário, impõe-se a luta persistente e tenaz, primeiro como disciplina própria e caminho de perfeição (Deus não manda vencer, mas manda lutar), depois por ser a única forma de erguer as bases da resistência nos corpos sociais ainda não dominados.
Chamo por isso a atenção de todos os grupos envolvidos activamente nos combates do nosso tempo para a importância de reforçar as trincheiras das organizações que se batem pela preservação e defesa da vida e da família - como são o Movimento Mais Vida Mais Família e o Juntos Pela Vida.

9 Comentários:

Anonymous Anónimo escreveu...

SIM À LEI DO ABORTO!


Com a Lei do Aborto em vigor a taxa de criminalidade irá descer, porque as pretas farão bicha à porta dos hospitais.

www.riapa.pt.to

10/24/2006 07:27:00 da tarde  
Blogger Vera escreveu...

E as listas de espera a aumentaaarrr...

10/24/2006 08:08:00 da tarde  
Blogger Manuel escreveu...

POr acaso a graçola não tem qualquer fundamento.
Os pretos e as pretas têm em geral uma mentalidade ferozmente natalista, e antiaborto.
O valor de uma mulher mede-se pelo número de filhos.
Aborto é mania de branco. Só na nossa cultura se instalou esse vírus.

10/24/2006 08:17:00 da tarde  
Blogger Irredutível escreveu...

A mairo parte dos pretos que nos EUA são a favor ao aborto dizem off record que o aborto ajuda a diminuir a população branca e consequentemente a dar mais poder aos pretos. Aliás, entre os negros (principalmente os mais racistas) uma mulher que faz aborto é uma traidora da raça... e nós aqui a sermos acusados de racismo :)

10/24/2006 10:10:00 da tarde  
Blogger Arqueofuturista escreveu...

Como não poderia deixar de ser, sou intransigentemente contra a liberalização desse genocídio a que denominam eufemísticamente interrupção voluntária da gravidez, vulgo aborto.

Parabéns pela iniciativa, todas a vozes são poucas na denúncia de mais uma manobra esquerdista em direcção à obliteração da nossa civilização.

10/24/2006 11:49:00 da tarde  
Anonymous Anónimo escreveu...

Estou muito contente com este blog, porque finalmente vemos trabalho!

Eu trabalho todos os dias neste campo e sei o que quer dizer "POR CADA ABORTO HÁ UM BEBÉ QUE NÃO NASCE".

Força, muito especialmente aos nossos "homens", sempre muito atacados por alegadamente não terem nada a ver com o assunto, o que é um perfeito disparate! Se viesse um assassino direito a mim, queria ver se o meu pai dizia que não era da conta dele...!

Queremos verdadeiros homens, pais de família!

Catarina

10/25/2006 12:15:00 da manhã  
Blogger pedro guedes escreveu...

Muito obrigado pela sua participação e apoio, Catarina. Estamos aqui para dizer Presente!

10/25/2006 12:21:00 da manhã  
Blogger Ana A. escreveu...

Hoje abortei.
Fi-lo na escuridão de um quarto exíguo, a frio.
Vi-o. Vi aquele que seria o meu filho. Agora, seria mais um lixo vulgar.
Paguei.
Pensei que sairia de lá com a sensação de ter usufruído de um direito por que muitos lutam, o de “optar” – afinal, do meu corpo disponho eu! -, mas, na minha cabeça, só me surgia a imagem do bebé (sim, um bebé! Pequenino, mas um bebé!) ensanguentado, agora num caixote de lixo qualquer.
Fi-lo porque pensei que ele fosse um fardo na minha vida.
Agora, tenho o mesmo fardo – o da minha dor – e não tenho uns olhos inocentes a fitarem-me para me dizer “está tudo bem, confia”.
No fundo, fi-lo porque não tive quem me ajudasse a lutar por ele.
Fi-lo, porque embora alguns me queiram dar o aborto como opção legítima, infelizmente sei que continuarão a virar as costas ao dever de me ajudar e ao meu bebé.
Fi-lo porque tive medo de romper com a norma de que “um bebé destrói-te os sonhos de mulher jovem”; fi-lo porque tive medo de me considerarem inoportuna, alguém que não soube conter-se, alguém irresponsável por trazer, tão jovem, um bebé (meu Deus, sim ele era um bebé!) ao mundo “se tu soubesses a trabalheira que dá um filho…!”
Dói-me a barriga. Parece que tudo está à roda…


Estou na cama de um hospital.
Hoje, disseram-me que, talvez, não possa vir a ter filhos.
Dói-me por dentro. Dói-me que o mundo me tenha virado costas.
Foi num vão de escada, mas poderia ter sido aqui, com toda a assistência. Talvez não tivesse ficado com lesões permanentes, mas a lesão maior acompanhar-me-ia sempre: a dor de ter abortado por me ver só.
Olho para a janela. Chove.
Ele não volta.
E tu? Que fizeste para impedir isto?
Sim, deves estar a lutar pelo “sim” em prol dos direitos da mulher…cuja dor desconheces. Cujos pedidos de socorro ignoras. Quantas não abortarão pelas mesmas razões que eu? Quantas, por esse mundo fora, não terão de se ver forçadas a abortar porque, negligentemente, lhe destinam poucos apoios para que possam criar os seus filhos? Como que o que trazem no ventre fosse um vírus, uma praga...
Tu sabes - e até levantas como bandeira - que nós, as mulheres que abortam, não recorrem ao aborto de ânimo leve. Mas…que fazes tu para nos ajudares a NÃO ter de tomar esta decisão?

10/25/2006 09:36:00 da manhã  
Blogger Vera escreveu...

Grande comentário, Ana. Foi um grande exemplo e dá que pensar.

Gostei de descobrir este blog!

10/25/2006 03:52:00 da tarde  

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