PSD anuncia que não vai fazer campanha no referendo ao aborto
O líder do PSD, Luís Marques Mendes, disse hoje que irá votar "não" no referendo sobre o aborto a 11 de Fevereiro porque entende que a actual lei é equilibrada. Marques Mendes garante ao mesmo tempo que o partido não vai impôr um sentido de voto aos eleitores e anunciou que o PSD irá organizar uma conferência nacional sobre esta questão.
Uma conferência nacional que o PSD pretende que seja "na prática, um debate aberto às várias posições em presença, reunindo especialistas de diversas áreas e de vários quadrantes políticos", destinado à promoção de um maior esclarecimento público de uma matéria "da consciência individual de cada um".
"Esta iniciativa é promovida pelo PSD, mas terá um carácter despartidarizado. Somos autores da ideia, mas queremos concretizá-la de forma aberta e plural", salientou, apelando à participação do maior número de pessoas num debate que os sociais-democratas pretendem que seja "sereno e rigoroso".
"É uma matéria que deve ser discutida sem radicalismos nem demagogia, de forma a não introduzir clivagens ideológicas indesejáveis na sociedade portuguesa", acrescentou o líder social- democrata.
Contudo, apesar de o PSD não dar qualquer orientação de voto ao seus militantes por considerar que "os partidos não são donos da consciência dos cidadãos" e que cada pessoa deverá decidir livremente em função dos "valores que defende", Marques Mendes apelou "à participação de todos".
"Esta não é uma campanha partidária. Mais do que os partidos vale, sobretudo, a vontade e a liberdade de cada um. Qualquer que seja a sua posição é importante que todos participem", defendeu, considerando que "ninguém deve deixar que outros decidam por si e pela sua consciência".
Por isso, acrescentou, "cada dirigente, cada militante decidirá livremente", tendo "todo o direito a emitir a sua opinião e a participar" na campanha que deverá decorrer "com elevação e seriedade", para que seja "verdadeiramente esclarecedora e mobilizadora".
Marques Mendes reiterou ainda a concordância do PSD com a decisão do Presidente da República de convocar o referendo sobre o aborto, recordando que os sociais-democratas sempre defenderam que qualquer alteração à actual lei deveria ser precedida de uma consulta popular.
Doze deputados do PSD já anunciaram que irão integrar o "Movimento Voto Sim" a favor da despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez, entre os quais Ana Manso, Arménio Santos, Emídio Guerreiro, Miguel Relvas, Jorge Costa, José Eduardo Martins, José Raul dos Santos e Luís Campos Ferreira.
A campanha para o referendo sobre o aborto irá decorrer entre 30 de Janeiro e 9 de Fevereiro.
Não vamos precisar do apoio de partidos como este!Lutaremos pelo nosso ideal até a morte!
Não à despenalização da interrupção voluntária da gravidez.

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